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17 de Dezembro de 2017

Como está o Brasil?

Depois de tanto tempo, continua o mesmo.

Matheus Andreazzi, Estudante
Publicado por Matheus Andreazzi
há 11 meses

Como est o Brasil

Durante tanto tempo, o que mais importou para todos era o status social e o poder político dominante, seja por meio dos grandes monarcas ou por meio de uma oligarquia que monopolizava o poder estatal. Passou-se décadas, séculos e milênios e o mundo continua com esse mesmo preceito, quase como uma lei natural e invariavelmente imutável.

O que, de fato, infere no caráter de alguém? O caráter muda, sofre reformas, o "normal", o ético e moral, se renova com o passar do tempo e novos conceitos surgem. Hipocrisia é reinante e dominante e, enquanto as pessoas não se mudarem interiormente, nosso senso comum continuará achando que o que vivemos é normal.

Certa vez eu disse que o Brasil só melhoraria se algo radical o atingisse e uma mudança estrutural absoluta ocorresse. Não apoio qualquer tipo de golpe. De forma nenhuma. Apoio revoluções, pois dentro de uma democracia o poder deve ser emanado do povo. O que vivemos não é democrático, é pseudo.

O que precisamos é de um plebiscito que coloque, enfim, o poder de volta na mão do povo e que dê aos donos dessa nação o direito de escolher como se deve viver. Não sou republicano, não sou parlamentarista, não sou, diretamente, monarquista. Sou um minarquista. A União deve ser governado sob uma hereditariedade (ou parlamento eleito a cada três anos), de forma que valores pessoais não influam no Estado. E o Estado deve ser mínimo, contraído ao máximo, de forma a abranger somente a tutela das necessidades mínimas sociais.

Enquanto oligarquias e intuitos individuais ditarem as regras, o Estado continuará seu caminho decadente rumo à total falência e destruição. E, em virtude disso, o povo sofrerá.

Me responda com sinceridade. Em 516 anos, passando por tantos sistemas governamentais — monarquia, república, ditadura, ditadura militar—, qual foi a maior semelhança entre eles? Eu te respondo, caso não saiba: a imensa burocracia para absolutamente tudo, além de um mercado complexo de se entrar e de competir. Repito. Enquanto oligarquias e motivações pessoais ditarem regras, o Brasil continuará na decadência.

Acham que com a Grécia foi ruim? Aqui será pior se nada mudar, pois lembrem-se, a Grécia tinha a União Europeia para prestar-lhe, mesmo que minimamente, suporte. E nós temos o que? O Mercosul, com Venezuela, Paraguai, Uruguai e Argentina? Não seja dono de uma mente retrógrada e arcaica. Pense sempre no futuro e reflita: o Brasil esta bom mesmo assim?

E, por fim, não posso deixar de ressaltar sobre a Justiça. Um estado minarquico manteria o Poder Judiciário como conhecemos, basicamente, assim como o Ministério Público. Ambos são instituições e órgãos que representam e aplicam o direito e, por isso, não existiriam mudanças drásticas, como ocorreriam no executivo e legislativo, que seriam esmagados ao mínimo possível para que o capitalismo se sobressaísse e o mercado fosse livre.

Concluindo essa dissertação, eu lhe indago. O que falta pro Brasil? Uma mudança de sistema? Uma eleição direta? Um trauma na democracia grande o suficiente pra nos fazer repensar? Não, acima de tudo se deve mudar o caráter, pois sem o mudar, nenhuma alteração institucional adiantará.


Para referenciar este texto, use:

ANDREAZZI, Matheus. O abuso do ministro. {on line}. Disponível na Internet via www.andreazzi.jusbrasil.com.br/artigos/419566239/como-estaobrasil. Arquivo capturado em dia/mês/ano.

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